Adoção Em pauta: Sobre o Momento da “Revelação”

Um dos dilemas de pais adotivos sempre foi e sempre será o momento de contar para a criança que ela não saiu da barriga de sua mãe.

É comum os pais se angustiarem ao pensarem nesse momento e se perguntarem “Qual o melhor momento para contar que ele não é nosso filho biológico?”

Bom, pra começar: filho é filho! O que muda? A forma como eles chegam até os pais.

Crianças são geralmente curiosas e ao chegarem aos 4,5 ou 6 anos de idade, começam a perguntar – ” De onde eu vim?” “Como nascem os bebes?” E por aí vai…

Querem ver fotos deles de bebê, das mães grávidas etc. Sendo assim, este é o momento certo! Ao responder essas perguntas, o ideal é que os pais não mintam sobre a origem da criança. Podem dizer por exemplo que ele/ela não saiu daquela barriga, e podem contar um pouco o porque, claro que sempre com bom senso, para a criança conseguir compreender sem grandes dificuldades, de acordo com sua idade. Não é preciso nem é o melhor contar a história de forma trágica, com detalhes envolvendo violência, por exemplo. É possível contar algo como: “quando você nasceu, não puderam cuidar de você, então eu e seu pai te encontramos e agora você é nosso filho” ou “sua mãe biológica ficou doente e não pode cuidar de você. Você precisava de uma família e nós queríamos muito um filho e assim você chegou até nós”.

O mais importante é não mentir nem esconder sobre a adoção. Contar sobre os preparativos da adoção, a chegada da criança e como surgiu a motivação para adotar também é importante. Assim como há preparação quando a mulher está grávida, há preparativos quando qualquer pessoa decide adotar uma criança. Registrar esses momentos através de fotos ou escrita, é poder mais tarde contar para o filho todo o processo de como ele chegou até ali e como agora faz parte daquela família.

Alguns pais pensam que se não contarem à criança sobre a adoção, evitarão assim, traumas ou revoltas no filho, mas se esquecem que crianças são sensitivas e percebem quando algo está sendo escondido. Além disso, este segredo dificulta a criação de um vínculo sólido entre a família, podendo gerar mais tarde desconforto tanto para a criança como para os pais. A verdade é sempre o melhor caminho, diminuindo a ansiedade e a sensação de despertencimento.

Com carinho,
Psicóloga Tatiany Schiavinato
CRP 06/131048
www.adocaoempauta.com.br
Atendimentos presenciais e online
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