Quando o não poder engravidar ainda dói. O que fazer?

Adotar uma criança é lindo não é mesmo? Mas quem disse que é fácil ?

Entre a vontade de adotar e a ação de ir em frente existe um processo,  árduo, demorado e dolorido. Muitas são as razões que levam uma pessoa, ou um casal a adotar e um desses motivos é a infertilidade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 278 mil casais não conseguem ter filhos no Brasil, isso representa 15% do total.

Sendo assim, depois das inúmeras tentativas, tratamentos e fertilizações, parte-se para adoção em busca do sonho, desejo de ser mãe, pai, de construir ou aumentar a família.

Passar por este processo, de luto e perda do processo de gestação jamais será fácil e é preciso cuidar, de si, do luto, das emoções para que se compreenda os reais motivos da adoção, para se preparar para a nova situação que está por vir, e principalmente se perdoar por não poder gerar o sonhado filho.

A culpa, o medo e a vergonha são sentimentos frequentes e constantes em mulheres e homens que descobrem que por algum motivo não podem conceber uma criança biologicamente. Junto com esses sentimentos, a vontade de ter um filho, as incertezas sobre como é ter uma criança que não “veio de você”, que não tem seu sangue nem suas origens. Por isso, é tão importante se preparar para iniciar o processo de adoção. Não por ser a errado a adoção, vergonhoso ou errado, pelo contrário, a adoção é uma forma legítima de encontrar pais para uma criança e vice-versa.  Contudo, se esse luto e essa dor não puderem ser olhados de forma real, possivelmente todos esses sentimentos poderão vir à tona na relação com a criança, de uma forma não tão saudável para ambos.

Esses sentimentos podem ser trabalhados tanto nos grupos de apoio à adoção como na psicoterapia individual ou com o casal. O importante aqui é olhar, cuidar, compreender e elaborar tantas mudanças e expectativas. A partir disso, a gestação simbólica tem chances de acontecer naturalmente e o vínculo, a convivência e o amor podem ter seu lugar , nessa relação que nasce a cada olhar, a cada encontro e cada sonhar.

 

Com carinho,

Psicóloga Tatiany Schiavinato
CRP 06/131048
www.adocaoempauta.com.br
Atendimentos presenciais e online
11 9 4541-9090

4 Comentários

  1. Gisele disse:

    Eu me sinto mãe ..mas ainda sonho em ter um.filho biológico ..as vezes me sinto culpada e penso que será que to certa …nao qro que meu filho e meu esposo pense que não sou realizada na maternidade ….

  2. Tenho filha 4 anos do coração buscava gravidez a 22 anos após adoção engravidei três anos depois Vitória 4 anos Victor Samuel2 meses

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