ADOÇÃO DE CRIANÇAS DEVOLVIDAS E RECONSTRUÇÃO DE LAÇOS.

Não deveria ser uma situação comum, mas a devolução de crianças adotadas acontece e gera novas marcas de abandono a uma trajetória já impactada pela perda de vínculos afetivos fundamentais.

Quando isso ocorre, o processo de encontrar uma nova família substituta é novamente iniciada a partir de destituição da família anterior.

Levará tempo para uma reconstrução psíquica de uma nova ruptura e poder compreender a própria história e se reinventar a partir dela.

Recomeçar será necessário, porém a partir dessa experiência que poderá ser traumática.

A criança também idealiza a família onde ela vai ser inserida, ou que ela deseja e a expectativa extremada no caso da adoção explicam parte dos conflitos que surgem na relação familiar.

Nenhuma criança pode satisfazer exigências tão grandes, quando são tão elevadas.

O nível conflitivo está sempre ali rondando e se não for bem administrado prejudica a formação os laços familiares.

 

Reparação.
Crianças e adolescentes que passam por esse processo podem receber reparações.

A expectativa frustrada traz consequências psicológicas, às vezes, até maiores do que ela tinha antes.

Nesse caso, pode ocorrer consequências jurídicas que incluem danos morais e até pagamentos por danos de despesas médicas e psicoterapia que a criança venha a precisa.

Tem que se analisar a razão da devolução e o tempo que isso demorou para acontecer, casos que não têm justificativas consistentes são as que, normalmente, requerem reparação.

Se for constatado que houve abuso de direito ou a devolução ocorreu após a conclusão do processo, é possível a solicitação de pagamento de pensão alimentícia até que uma nova família substituta seja encontrada a criança ou adolescente.

Apoio e preparação.

A preparação dos pretendentes é a forma de evitar que esses casos ocorram e tragam mais transtornos ao desenvolvimento das crianças e adolescentes.

É extremamente importante que os pretendentes frequentem os grupos de apoio a adoção e entre em contato com outras histórias, outras famílias e compartilhe suas angústias.

O grande papel do grupo de apoio à adoção é trabalhar com o e preparo também na pós-adoção. É depois que a criança vai para a família que as coisas começam a acontecer. As dúvidas vêm e as dificuldades no dia a dia aparecem.

É comum que os conflitos ocorram em maior proporção nos casos de adoção tardia e por isso situações como essas precisam ser acompanhadas para que se evitem devoluções.

Os adultos precisam de preparação rigorosa para trabalhar a idealização da criança que vai adotar e isso pode incluir também um acompanhamento especializado em adoção, que irá trabalhar as angústias e expectativas do processo.

Você já passou pelo acompanhamento especializado em adoção?  Para se preparar melhor para adoção, assista o mini-curso Caminhos para uma adoção consciente => http://caminhosdaadocao.com.br/curso-online-2/

Com carinho,
Tatiany Schiavinato
Psicóloga

Atendimentos presenciais e online.

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